HISTÓRIA DE VIDA: A Lei da Felicidade

"Não consigo perdoar meus pais que arruinaram a minha vida"

(Relato publicado na Revista Happy Science nº 51: Keniti Narita – 31 anos)

Atualmente trabalho como garçom de um bar numa movimentada rua da área metropolitana de Tóquio. Sou garçom há mais ou menos dez anos, e nesses anos tenho mudado muitas vezes de emprego. Aos vinte anos esforçava-me sonhando um dia ser garçom de um famoso hotel, mas depois que passei dos vinte anos tenho pensando diariamente em deixar esta vida suja de bebidas e cobiças.

Dia desses, tive a oportunidade de encontrar-me com os colegas da época de ginásio e colégio, que se reuniram no bar para beber. A escola que frequentamos é bastante conceituada na região, e do grupo apenas eu não ingressei na Faculdade. Hoje todos estão bem empregados, uns em empresas comerciais, outros em bancos, e parecem estar muito bem sucedidos. Eu pretendia seguir o mesmo caminho dos colegas, mas mais ou menos no terceiro ano do ginásio comecei a negligenciar-me nos estudos. Foi quando soube, por um acaso, que o meu pai não era meu verdadeiro pai.

Quando eu ainda era muito pequeno, a minha mãe teve um caso extraconjugal, e apesar da minha existência tornou-se amante do presidente da empresa onde ela trabalhava.

Dizem que o meu pai verdadeiro era um marinheiro, que passava a maior parte do ano no mar. Soube que, um dia, quando ele chegou em casa depois de uma longa ausência, tomou conhecimento do caso entre minha mãe e o presidente, ficou fora de si e agrediu violentamente o presidente, ferindo-o gravemente. Depois disso ele nunca mais foi visto.

Desde então, o presidente nos acolheu e passou a nos sustentar, e a passar os finais de semana conosco. A situação com a minha mãe não ficou legalizada, pois ele continuou com a esposa e filho legítimos, que moram na cidade vizinha.

Eu, que acreditava nas palavras da minha mãe que dizia: “O seu pai só chega nos finais de semana porque é muito ocupado”, fiquei muito chocado quando soube da verdade. Aquele presidente que eu considerava um pai carinhoso não passava de um vigarista.

Quando estava prestes a concluir o ginásio, sem saber como extravasar aquele sentimento de revolta, fui caindo na vida de ruína como quem rola ladeira abaixo. De algum modo concluí o colégio, mas posteriormente vivi sempre no mundo ligado a bares.

Penso que está na hora de sair dessa vida noturna e trabalhar de dia. O meu pai de criação me ofereceu trabalho na sua empresa muitas vezes, mas venho recusando sempre.

Não consigo apagar o ódio pelos pais que arruinaram a minha vida a esse ponto, tirando-me a oportunidade de trabalhar em altas empresas.

Não há como ser feliz com ódio no coração

Resposta: Tadahiko Himeno (Orientador da Happy Science)

Não há outro meio a não ser mudar o seu próprio coração

Qual não deve ter sido o seu estado de espírito quando tomou conhecimento de um fato tão grave, na fase pura e sensível da adolescência. Deve ter sido grande a sua amargura e sofrimento.

E isto é que transformou-se em ferida do seu coração, em ódio para com os seus pais, que o faz sofrer até hoje. Sim. O ódio não só fere o outro como também a si mesmo. Consequentemente, enquanto alojar o sentimento chamado ódio no coração, você jamais será feliz.

Hoje, certamente, você sabe que isto é verdade. Por isso mesmo deve estar procurando o caminho para sair desse “sofrimento”.

Vamos pensar juntos sobre essa questão?

Primeiramente, eu quero que aceite a idéia de que você é a única pessoa capaz de apagar o ódio que sente pelos seus pais, os causadores do seu sofrimento. Quero que compreenda que o “ódio” é o veneno do coração, que mora dentro do seu próprio coração, cujo antídoto só você será capaz de criar.

As circunstâncias que o fez sofrer já não poderão ser mudadas e nem é possível retroceder no tempo. Você deve ser a pessoa que melhor sabe disso, por isso, sem saber como extravasar essa revolta, deve tê-la voltado totalmente em direção a seus pais. O único meio de solucionar esse problema é mudar seu próprio coração.

Narita:
Mas eu penso que meus pais cometeram um grande erro. Perdoar os pais que fazem isso com um filho não seria bom para eles mesmos, não acha?

Procure lembrar o que recebeu dos pais

De fato seus pais cometeram erros. E também é verdade que você veio sofrendo com isso. Mas apesar de reconhecer tudo isto, ainda assim quero que você seja alguém capaz de perdoar os seus pais de coração. Quero que este seja o desafio que fará a si mesmo. Isto porque, o ser humano não poderá ser feliz enquanto buscar a causa da sua infelicidade nos outros, odiando e julgando as pessoas ou as circunstâncias que lhe causaram dores ou sofrimentos.

O ser humano depara com inúmeras dificuldades e sofrimentos no percurso da sua existência, mas o importante é abrir o caminho do seu destino superando-os bravamente. Os ditos peritos da vida são aqueles que deram um salto ainda maior, aproveitando-se da situação de dificuldades e sofrimentos como sua alavanca. E os perdedores da vida são aqueles que passaram a vida odiando e amaldiçoando os outros ou as circunstâncias, culpando-os pela sua desgraça e infelicidade. Cada qual é o único responsável pela escolha.

Você se preocupa demasiadamente com a sua própria dor, e em censurar os erros dos seus pais, mas eles não foram sempre muito carinhosos? Não se preocupam sinceramente com você? E quanto ao seu pai, apesar dele ser padrasto, não se preocupa até hoje com você?

Procure lembrar, de um em um, o que você recebeu dos seus pais desde pequeno.Deve haver muitas coisas, não é?

Coloque-se na posição dos seus pais

Narita:
... Sim, lembrei-me. Recebi muito carinho e atenção quando eu era pequeno. Mas ainda assim não consigo perdoá-los.

Então, vamos inverter a posição. Procure lembrar o que você fez em benefício dos seus pais. É bem menos do que imaginava, não é? Agora, procure pensar na dor que causou a seus pais.

Você não os afrontou muitas vezes? Invertendo a situação, coloque-se na posição dos seus pais.

Com que sentimento você acha que a sua mãe o criou e o manteve sob sua proteção, depois que você soube da verdade? E como deve ter sentido o seu padrasto? Será que não foi muito doloroso? Dentro daquela situação que ele não podia mais voltar atrás, como deverá ter sentido todas as vezes que você tocava na sua ferida? O que faria se você é que estivesse na posição deles? Com que sentimento receberia as suas censuras? Reflita sobre isso, colocando-se na posição dos seus pais.

Quero que você seja uma pessoa capaz de entender a tristeza dos seus pais.

O homem é uma existência que comete muitos erros. Acaba sempre cometendo os mesmos erros. Mas Deus perdoa todos os nossos erros, e nos oferece a oportunidade da reencarnação esperando pelo nosso crescimento, para que nos transformemos em existências maravilhosas.

Você e seus pais possuem um profundo vínculo espiritual

Você e seus pais certamente são ligados por um profundo vínculo espiritual, que vem de encarnações passadas. Creio que, muitas e muitas vezes, dentro de variadas circunstâncias, já tiveram a oportunidade de lapidar mutuamente as suas almas.

… Não acha que já está na hora de perdoá-los? Não acha que o seu perdão irá mudá-lo, e dar paz aos seus pais?

Você não consegue imaginar as fisionomias alegres dos seus pais, quando você for capaz de perdoá-los e agradecer ao seu amor?

No momento que você for capaz de superar este problema, e bravamente iniciar o desafio da sua vida, eu creio que será o instante em que você terá dado o seu primeiro passo em direção ao caminho dos “peritos da vida”, com capacidade para entender a tristeza e dor do seu semelhante.

Narita:
Entendi muito bem. Eu sinto que serei capaz de agradecer e reconciliar-me com os meus pais. Muito obrigado.

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